Sindeepres recebe visita do Presidente do Ipea

Em 16 de julho, o presidente do Sindeepres, Genival Beserra Leite, recebeu a visita do presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, autor da pesquisa sobre a terceirização dos contratos de trabalho, que deu origem ao livro Sindeepres 15 anos de História, Lutas e Conquistas. Na visita, Pochmann discutiu os avanços do setor e as contribuições do Sindicato ao longo desses 18 anos para a categoria.

Leia a entrevista de Marcio Pochmann à Folha Terceirizada.

Você afirma que, entre 1985 a 2005, o trabalho terceirizado passou por uma reestruturação nos regimes de contratação. Quais são as suas perspectivas?
O que podemos constatar, nesse período em que houve essa investigação, é que o crescimento foi muito rápido. Nós tinhamos praticamente dez postos de trabalho aberto, e cerca de quatro eram da terceirização. Nós entendemos que no período mais recente, não há algo que possa interromper esse processo de crescimento do trabalhado terceirizado.

Quais os benefícios que o projeto de lei 4.302/98 trará aos trabalhadores e ao País?
O trabalho terceirizado se encontra em situação comparável ao de outras categorias e setores que não possuem uma regulação que os incluem, sendo tratados de forma diferenciadas. Portanto, uma vez que a lei seja aprovada e não haja diferenciação no tratamento de tais trabalhadores, nós teremos atores mais fortes que possam colocar o tema de regulação de forma mais adequada. Na medida que tenhamos sindicatos de trabalhadores, capacitados para interlocução local e nacional, há de ser uma área tratada de forma adequada pelos políticos, responsáveis pela formação da legislação.

Nesses 18 anos, o Sindeepres vem lutando em favor da regulamentação do trabalho terceirizado. Na sua opinião, quais as contribuições do Sindicato para a categoria?
Essa forma de organização sindical é muito diferente da verificada em outros sindicatos. É uma Entidade que apoia o trabalhador na busca por um emprego e ao mesmo tempo na qualidade do emprego atual. Trata-se de um novo patamar de sindicalismo, que não há como copiar.

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